12 junho, 2009

Os pesadelos sempre parecem mais reais que os sonhos


Acordar no pesadelo

Um gota
na escuridão
o eco do silêncio
num manto negro
imensidão enclausurada
Uma vela ilumina
pouco espaço ao meu redor
à direita um vulto
medo e frio, qual será pior?

Há horas aguardo
desde que acordei
nenhum ruído, nem idéia
é o resquício do que sei

Me levanto vagamente
e caminho passo a passo
pedras e umidade
na parede em que me aparo
sinto-a com o tato
pois quase não há visão
enfim uma novidade
em meio a solidão

Percorro-a com as mãos
e sigo a construção
limo entre os dedos
e estranhamente
agradável sensação
Defino o espaço
nove por nove
é o que tenho
o tamanho do fim que meço

Enquanto andava
tocava com os pés nus o chão
frio e duro
um corte, nada sinto
Sento-me novamente
agora em um novo canto
A sensação é a mesma
o escuro ainda é um manto

Me deito no chão imundo
Um lágrima que não sai
espero algumas horas, enquanto
a luz da vela se esvai.

Ingrid
12/abr/06

Nenhum comentário:

Postar um comentário